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sábado, 25 de febreiro de 2012
luns, 13 de febreiro de 2012
MULHERES GALEGAS EM LUITA POLOS NOSSOS DIREITOS!

Neste contexto de crise capitalista, todos os governos lançam a mesma mensagem: fai-se-nos responsáveis dela e demandam-nos austeridade, sacrifício e resignaçom ; enquanto destinam ajudas milionárias para garantir os interesses e privilégios da banca, grandes empresas e fortunas, monarquia, exército ou igreja católica.
Di-se-nos que nom há dinheiro para a sanidade e o ensino públicos, que o sistema de pensons é insustentável, que é preciso continuar a reformar o mercado de trabalho; entretanto, privatizam os bens mais básicos como a auga. Dizem-nos que nom há recursos, para nós; dizem-nos que há que baixar soldos e pensons, os nossos... Já está bem!
Este 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, mulheres galegas de diferentes colectivos queremos denunciar a precariedade à que sempre estivemos submetidas polo sistema capitalista, baseado em que os esforços sempre recaiam sobre a mesma parcela da sociedade: a classe trabalhadora e os sectores populares. O suposto plano de actuaçons contra a crise responde a motivos ideológico-políticos muito máis que a fundamentos económicos e, no caso das mulheres, as políticas de ajuste estám a ter um efeito perverso sobre as nossas condiçons de vida e um retrocesso de lustros nos direitos que mediante anos de luita feminista alcançamos.
A actual ofensiva patriarcal está a acadar cotas insuspeitadas. Só assim se explica o recrudescimento do machismo nas instituçons, a ausência de políticas feministas reais, a eliminaçom de organismos como o Serviço Galego de Igualdade, os Centros de Informaçom às Mulheres e de orientaçom afectivo-sexual; os impedimentos para aceder a métodos contraceptivos e, sobre todo, a última proposta de derrogar a Lei do aborto, que tem o seu máximo ponto de partida na retrógada Lei da Família. A devandita normativa pretende instaurar o controle alheio sobre o nosso corpo e sexualidade, voltando a situar às mulheres na esfera doméstica.
Paralelamente, estamos a suportar umha vertiginosa escalada de precariedade laboral, que se expressa numha cada vez maior temporalidade, no aumento da contrataçom a tempo parcial e em soldos insuficientes que impedem o goze dumha vida digna, plena e autónoma. Esta situaçom, que afecta a toda a sociedade, tem umha maior repercussom nas mulheres devido aos maiores obstáculos para aceder e permanecer no mercado laboral em igualdade de condiçons.
Se falamos das mulheres labregas há que engadir as dificuldades para aceder à titularidade das explotaçons ainda hoje e, no caso das mulheres migrantes e das empregas do fogar, a situaçom agrava-se, já que à inseguridade laboral há que somar-lhe a jurídica.
Incrementa-se a explotaçom, já que sobre nós seguem a recair as tarefas do fogar e de cuidado de menores, maiores e pessoas em situaçom de dependência. Trabalho invisível que nom conta com remuneraçom nem reconhecimento social algum, imposto pola desigual assinaçom de roles entre homes e mulheres e que esta crise nom faz senom acentuar.
Que as mulheres nom somos nada para os poderes políticos, religiosos e económicos que nos governam é tam evidente, que nom só se reflicte em que sejamos as que mais gravemente sofremos as consequências da crise, senom tamém em que as primeiras instituçons desmanteladas fôrom as que trabalhavam pola igualdade, a informaçom e a protecçom às mulheres. Neste alarde de machismo, superioridade e hipocrisia, os diferentes governos renunciam garantir o direito das mulheres a vivirmos sem violências, ignorando a sua consequência mais extrema: que cada ano, mais de 70 mulheres som assassinadas só no estado espanhol.
Como é possível, nesta realidade, que se eliminem as políticas de igualdade e educaçom sexual?
Por todo isto, neste 8 de Março, as mulheres feministas galegas em luita polos nossos direitos ESIXIMOS:
Medidas concretas e recursos públicos em todos os âmbitos para erradicar a violência machista (educativos, sanitários, de informaçom e de protecçom).
Sanidade pública, universal e gratuita de qualidade, com atençom especializada na saúde das mulheres.
Ensino público, gratuito, nom sexista, laico, de qualidade e em galego.
Prestaçons sociais e pensons dignas. Estabelecer medidas de acçom positiva para evitar as desigualdades no aceso e na quantia das pensons, derivadas de situaçons de discriminaçom.
Medidas para equiparar os direitos laborais e de protecçom social das trabalhadoras do serviço doméstico cos demais regimes.
Medidas que facilitem a regularizaçom das pessoas migrantes residentes e que garantam a plena igualdade de direitos co conjunto da populaçom galega.
Acçons dirigidas a eliminar as desigualdades salariais, a temporalidade, a precariedade dos trabalhos feminizados e a sobre-explotaçom das mulheres.
Aplicaçom da Lei de titularidade compartida nas explotaçons agrárias.
Umha política laboral, agrária, alimentária, fiscal e social em funçom das necessidades da cidadania, que estabeleça medidas de acçom positiva para pôr fim à discriminaçom das mulheres e que ponha freio à emigraçom da mocidade galega.
Seviços sociais públicos de qualidade que dem cobertura às necessidades de cuidado de familiares e pessoas a cargo.
Medidas que permitam compatibilizar a vida pessoal, familiar e laboral, tanto aos homes como às mulheres.
Medidas urgentes para a creaçom e a estabilidade do emprego. Implantaçom de medidas dirigidas a eliminar a discriminaçom salarial das mulheres.
Medidas que garantam umha vida plena para as pessoas com diversidade funcional.
Direito a gozarmos a nossa sexualidade, seja cal for a nossa condiçom sexual e a desenvolvermos um projecto de vida em liberdade e equidade.
Respeito aos nossos direitos sexuais e reprodutivos, que inclui o controle dos nossos corpos, garantindo o direito ao aborto gratuito na sanidade pública.
Domingo 11 de Março, sai á rua connosco para berrarmos polos nossos direitos!
Participa na mobilizaçom que sairá às 12 horas da estaçom de comboio de Compostela!
martes, 3 de xaneiro de 2012
Colabora: Investigación sobre acoso escolar e risco de suicidio

mércores, 30 de novembro de 2011
Retrátate ante o VIH
martes, 22 de novembro de 2011
“PARA CAMBIAR O MUNDO, ACABAR COA VIOLENCIA MACHISTA”

Día Internacional contra a Violencia Machista
25 de novembro de 2011
Dise do Feminismo que é a revolución silenciosa do século XX. Mais non podemos dar a razón a quen afirma que esta é unha revolución sen sangue. Neste novo século, como no anterior, esta revolución segue a engrosar a súa listaxe de mártires.
Desde a dereita política, mediática e relixiosa, fálase dunha perda dos valores da familia. E así é. O seu modelo de familia está en crise. Cada dia mais persoas aspiran a modelos de convivencia e afecto, máis democráticos que o seu modelo patriarcal. Cada dia mais mulleres e mais homes aceptan outros valores de convivencia: a igualdade, a corresponsabilidade, a cultura do diálogo, dos acordos...
Mais tamén quedan moitos homes, organizacións políticas, relixiosas e sociais, que se resisten ao cambio. A pandemia da resistencia machista mostra repuntes no poder xudicial ( actuacións en Sevilla e Murcia), no poder político (Lei da Familia do Parlamento Galego), nas institucións académicas (teoría do Síndrome da Alienación Parental), nas educativas (louvanzas á segregación por sexos), nas relixiosas (carta pastoral do bispo de Granada)... mentres se vai conformando un cambio político e económico que está levando aparellado unha perda importante de dereitos fundamentais, e un ataque sen precedentes aos servizos públicos, que en moitas ocasións aseguraban o exercicio deses dereitos. Un cambio político cuxos protagonistas aspiran a abolir leis que supuxeron logros importantes na vida de moitas mulleres e homes, a Lei de Igualdade, a Lei Integral contra a Violencia Machista, a Lei do Aborto, as reformas no Código Civil que igualan en dereitos ás persoas sen distinción da súa opción sexual.
O sistema económico, que nestes dous últimos anos acelerou a súa voracidade engulindo recursos públicos e impoñendo un modelo social de competitividade, acumulación e usura, impón ao poder político, recortar e abolir todas aquelas políticas de igualdade encamiñadas a previr a violencia machista, á atención ás vítimas e á concienciación da sociedade. Políticas que desde o Feminismo avaliabamos como insuficientes, pero que marcaban o camiño que había que encetar para conseguir arrincar o machismo das nosas vidas.
Cada día, diante do asasinato dunha muller a mans do seu ex marido, ou do seu compañeiro, as autoridades condenan os feitos, a veciñanza manifestase rexeitando a agresión e pedindo xustiza,preguntándose por que continua engrosándose esta tráxica lista de mulleres vítimas da violencia machista. Un feminicidio que vai marcando cada dia mais aldeas, vilas e cidades, no mapa dos asasinatos machistas.
As mortes por violencia machista, por moi inexplicables que parezan, non son actos illados, fortuítos, senón que obedecen a unha cultura patriarcal no que as mulleres non teñen dereito a decidir sobre a súa vida. Son a reacción violenta de quen se cree posuidor dun ben, dunha propiedade, ou dunha escrava.
A solución non é doada e necesita do compromiso de todos e de todas, porque precisa de cambios profundos dado que o machismo está enraizado na nosa sociedade e non estamos facendo o preciso para desbotalo.
Ao feminismo non nos asusta continuar coa nosa responsabilidade e activismo na loita contra a violencia machista...non queremos que se volva ao pensamento de que a violencia machista son “os trapos sucios que hai que lavar na casa”.
Queremos concienciar sobre as estruturas sociais que alimentan e reproducen o machismo.
Queremos deixar claros os vínculos que existen entre a desigualdade e a violencia machista.
Queremos facer reaxir á sociedade ante a perda de dereitos e ante o desmantelamento de servizos públicos.
EN NOME DE TODAS AS MULLERES ASASINADAS CANDO PRETENDIAN RECONQUISTAR A SÚA PROPIA VIDA E POR TODAS ÁS QUE ESTAMOS A SUFRIR VIOLENCIA NON PODEMOS CONSENTIR NINGÚN PASO ATRAS.
25 DE NOVEMBRO DE 2011
A Marcha Mundial das Mulleres convida a participar nos actos programados en Vigo, polo Día Internacional contra a Violencia Machista baixo o lema:
“PARA CAMBIAR O MUNDO, ACABAR COA VIOLENCIA MACHISTA”
Vigo
Xoves 24 e venres 25 de novembro "Museo interactivo contra a violencia machista". Diante do Marco.
25 de novembro de 2011, venres às 20:00 h. Manifestación desde a Farola de Urzáiz
mércores, 5 de outubro de 2011
X Xornadas Xóvenes contra a LGTBfobia, en Madrid

Teatro da Oprimida, organizado dende a Marcha Mundial das Mulleres

As mulleres da Marcha Mundial das Mulleres queremos convidarvos a participar no obradoiro de Teatro da Oprimida que terá lugar nos días 21, 22 e 23 de Outubro no Centro Social de Valladares
Para formalizar a inscrición é preciso enviar a FICHA (clica para descargar) a marchagaliza@gmail.com ou contactarnos directamente no 698159764 ata o Venres 14 de Outubro (Prazas limitadas).
Que é o Teatro da Oprimida?
O “Teatro da Oprimida” comeza nos anos 60 no Brasil impulsado principalmente polo dramaturgo, director e teórico de teatro Augusto Boal, nacido no Río de Xaneiro en 1931. Nun contexto histórico de represión política, Boal buscou sempre loitar contra todas as formas de opresión, desenvolvendo na súa loita a favor das exploradas e oprimidas a través de un teatro de cuño político, libertario e transformador.
Tratase de unha forma de Teatro, entre tantas outras, no entanto, diferénciase por asumir que todas somos e actrices e que o público debe ser o protagonista da acción teatral, o que lle da un carácter extremadamente innovador, creativo e, sobre todo, democrático e participativo.
Cales son os obxectivos?
A través das técnicas do Teatro da Oprimida exploraremos as diversas situacións de opresión en que as mulleres desenvolvemos a nosa vida diaria.
Con este obradoiro procuramos: espazos de reflexión, debate e acción dende unha perspectiva feminista; explorar a creatividade e a imaxinación; potenciar a capacidade de resolución de conflitos; profundar na capacidade de acción colectiva e cooperativa e capacitar para unha cidadanía transformadora.
Sandra Silvestre, compañeira da Marcha Mundial das Mulleres en Portugal e con ampla experiencia na pedagoxía e educación social e popular da perspectiva feminista, levaranos por un camiño de reflexión interna e externa cara a conscientización das nosas realidades e toma de accións transformadoras.
Outras informacións:
Prezo de compromiso: 10€ por persoa, 5€ estudantes e desempregadas e 15€ prezo solidario.
Para chegar ata o CS de Valadares organizarémonos en coches ou utilizaremos o transporte urbano (C7.Saída da Praza dos Cabalos cada 30 min. o venres e cada 45 min. o sábado e o domingo)


